Réveillon no Rio de Janeiro é reavaliado após aumento de casos de Covid-19

Preocupação dos membros do comitê é o aumento de aglomeração em vias públicas

Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro
13 de dezembro de 2020 às 16:44
Fogos de artifício: empresa tem até essa semana para apresentar uma alternativa para o Ano-Novo
Foto: Unsplash/Nagatoshi Shimamura 

O Comitê Científico da prefeitura do Rio pediu que a RioTur reavaliasse a comemoração de Ano-Novo em consideração aos novos casos de Covid-19 e a situação dos leitos no estado. A preocupação dos membros do comitê é que a população saia de casa para ver os jogos de luzes na orla, gerando aglomeração nas vias públicas. 

A RioTur confirmou que "está avaliando o formato de Réveillon". Questionado sobre as mudanças, o presidente da RioTur, Fabrício Villa Flor, disse, porém, que a possibilidade do cancelado está fora de cogitação. 

Faltando menos de um mês para o final do ano, a SRCOM, empresa eleita para desenvolver o projeto, tem até essa semana para apresentar uma alternativa. 

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A proposta inicial para a festa, que sofreu várias mudanças por causa da pandemia, seria substituir a tradicional queima de fogos por shows de luzes espalhados pela cidade. 

A prefeitura chegou a adiantar detalhes do projeto à CNN, que incluía uma atração inédita: homenagens às vítimas da Covid-19 e aos profissionais da saúde. A programação também contaria com apresentações artísticas em locais fechados, divididos em seis pontos, como Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, e Forte de Copacabana.

A queima de fogos em Copacabana marca a virada do ano no Rio de Janeiro desde 1958 e atrai turistas de diversas partes do mundo. 

Em um cenário de incertezas, os setores temem por impactos diretos (hospedagem, alimentação e bebidas, transporte local, passeios e compras) e indiretos (indústria fornecedora de insumos, treinamento, imobiliário, hospitais, entretenimento e logística) na economia.