CTI é o pior lugar pra começar um incêndio em hospital, diz intensivista

Em uma CTI ficam os pacientes que sofrem acidente graves, como os que têm insuficiência respiratória e que passam por cirurgias grandes

Por Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro
24 de dezembro de 2020 às 16:11

 


 O incêndio no Hospital e Clínica São Gonçalo começou em uma área restrita e delicada: o Centro de Terapia Intensiva (CTI). Esse setor é exatamente onde ficam os pacientes em estado mais grave, e equivale à Unidade de Terapita Intensiva (UTI), mas com nomenclatura diferente.

“Tudo que acontece ali é delicado, porque os pacientes podem não fazer nada sozinhos e ainda ficam muitas vezes presos a equipamentos que até são móveis, mas são difíceis de carregar”, diz o médico intensivista Carlos Eduardo Pompilio. “É o pior lugar pra se começar um incêndio em um hospital”, completa.

Em uma CTI ficam os pacientes que sofrem acidente graves, que têm insuficiência respiratória, que passam por cirurgias grandes e estão no pós-operatório ou que têm o quadro piorado rapidamente. “As estruturas de uma CTI são montadas para o que a gente chama de ‘suporte avançado de vida’”, diz Pompilio.

O intensivista estava no Hospital das Clínicas de São Paulo em 2007, quando o prédio pegou fogo e os pacientes precisarem ser transferidos. “Ainda me lembro bem, foi horrível”, disse.

Estrutura do hospital

O Hospital e Clínica São Gonçalo possui 30 leitos de UTI/CTI, 26 quartos cada um com 2 leitos de enfermagem, 72 quartos privativos e 8 salas de cirurgia. A unidade de saúde foi inaugurada em maio de 1966 e passou por reformas.