Fiocruz deve pedir uso emergencial da vacina de Oxford na próxima semana

Informação foi dada pela presidente da instituição, Nísia Trindade, em entrevista exclusiva à CNN

Da CNN, em São Paulo
30 de dezembro de 2020 às 22:32 | Atualizado 30 de dezembro de 2020 às 22:35


A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, afirmou, em entrevista à CNN na noite desta quarta-feira (30), que a instituição pedirá na próxima semana autorização para uso emergencial da vacina de Oxford, aprovada hoje no Reino Unido.

"[Para o pedido de uso emergencial] Vamos usar os dados clínicos que já são parte do processo em curso na Anvisa, que não vai parar, porque o registro mais completo é aquele que permitirá vacinar todos os brasileiros", afirmou a presidente da Fiocruz à CNN. "Na próxima semana esperamos estar entrando com essa autorização para uso emergencial, que não é o registro", complementou. 

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A notícia de que o Reino Unido aprovou a vacina de Oxford trouxe esperança para o Brasil, uma vez que o medicamento será produzido pela Fiocruz. Apesar da animação, o cronograma deve ser mantido, segundo Trindade.

“Iremos manter o cronograma que estabelecemos desde o início do processo. Receberemos, creio que na semana do dia 9 de janeiro, os insumos da vacina e vamos realizar a entrega dos medicamentos em fevereiro. Estamos avaliando em nosso cronograma tudo aquilo que podemos antecipar, por isso vamos entrar também com o pedido de uso emergencial.”

Registro na Anvisa

Também nesta quarta-feira, mais cedo, durante um evento no Rio de Janeiro, a presidente da Fiocruz havia afirmado que os últimos documentos para a conclusão do registro do imunizante de Oxford junto à Anvisa serão entregues até o dia 15 de janeiro.

A previsão é que a primeira entrega seja de 1 milhão de doses, na semana entre 8 e 12 de fevereiro. Após feito todo o controle de qualidade e ajustada a produção, a tendência é que a produção aumente, até chegar ao patamar de 15 milhões de doses por mês. Elas precisam ser armazenadas em uma temperatura entre 2°C e 8°C, o que permite que isso seja feito em geladeiras, simplificando a logística. 

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"Caso se opte pelo uso emergencial, isso estará relacionado à possibilidade de ter a vacina de forma mais rápida. Mas é importante dizer que, começando a produção, nossas primeiras entregas previstas para fevereiro, como anunciado, não pararemos mais de produzir", afirmou a presidente da Fiocruz mais cedo. 

As vacinas serão produzidas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz. Os insumos para a produção começam a chegar em janeiro.

(Publicado por Daniel Fernandes)