Pandemia intensifica ações solidárias no Rio de Janeiro

Centro da capital foi marcado por filas de pessoas em situação de rua à espera de refeições e kits de higiene distribuídos por grupos de voluntários

Por Luiza Muttoni e Mylena Guedes, da CNN Rio de Janeiro
31 de dezembro de 2020 às 17:10
Copacabana, no Rio de Janeiro: doações de refeições e kits marcaram a cidade em 2020
Foto: Isabelle Saleme/CNN

Em um ano atípico, marcado pela pandemia do coronavírus, atos de solidariedade inspiraram correntes do bem para ajudar aqueles que foram diretamente afetados.

Empresas e cidadãos se uniram, com o objetivo de enfrentar e superar uma das maiores crises de saúde pública do mundo.

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Em 2020, diversos projetos de pessoas que acreditam no trabalho voluntário levaram um pouco de esperança para quem precisa – como pessoas que vivem nas ruas, famílias que perderam a fonte de renda, grupos de risco que devem continuar cumprindo o isolamento social e necessitam de apoio psicológico para lidar com as mudanças impostas, entre outros.

Uma das cenas mais comuns durante este ano, no Rio de Janeiro, foi a de filas enormes formadas no centro da cidade.

São pessoas em situação de rua, que esperavam grupos de voluntários que se mobilizaram para entregar refeições e kits de higiene.

O projeto “O próximo mais próximo” é uma dessas iniciativas. As ações acontecem desde 2017, mas foram intensificadas durante a pandemia.

Através de doações, 125 pratos de comida são entregues toda semana, e já beneficiaram 19 mil pessoas somente neste ano.

Os movimentos solidários também chegam de fora do país.

A terapeuta Emilie da Silva Stradford é brasileira e mora há 15 anos em Sidney, na Austrália.

Ela conseguiu arrecadar R$ 100 milhões para comprar alimentos, depois de o pai adoecer durante a pandemia no Brasil.

O projeto #lembradecasa arrecadou US$ 28 mil, que foram revertidos em refeições para mais de 1.200 famílias.

Foram enviadas para o Brasil mais de 20 toneladas de alimentos, distribuídas por meio de cinco ONGs em São Paulo, Maranhão e na Bahia.

Segundo o IBGE, esses são três dos quatro Estados com o maior índice de fome no Brasil.