Parintins (AM) recebe tanque de oxigênio e garante abastecimento por 10 dias

“Estamos muito perto da capacidade máxima da rede pública", disse o prefeito de Parintins, Bi Garcia

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
16 de janeiro de 2021 às 16:19
A cidade de Parintins, segunda maior do Amazonas, recebeu um tanque de oxigênio (16.jan.2021)
Foto: Divulgação/Prefeitura de Parintins

 


 A cidade de Parintins, segunda maior do Amazonas, recebeu um tanque de oxigênio na manhã deste sábado (16).

Com capacidade para 7 mil metros cúbicos de oxigênio, o tanque se soma a dezenas de cilindros que chegaram na cidade nas últimas horas e garantem, segundo prefeito Bi Garcia (DEM), que a rede da cidade fique abastecida por 10 dias. “Estamos muito perto da capacidade máxima da rede pública. Os dois hospitais estão lotados, o vírus está circulando fortemente e vivemos uma piora nesta semana. Mas o abastecimento está garantido”, afirmou Bi Garcia à CNN

A cidade de Parintins tem população de quase 116 mil pessoas, de acordo com estimativa de 2020 do IBGE. É a maior cidade do interior do Amazonas e fica a quase 24 horas de distância de barco de Manaus, capital do estado. 

 

Ele aguarda a chegada da usina de oxigênio, comprada pela prefeitura e importada da Alemanha. Com este equipamento, o prefeito acredita que Parintins conseguirá resolver o problema da falta de oxigênio - o desafio será evitar a falta de leitos. No momento são 104 pessoas internadas, 88% do total da capacidade da rede pública. 

O prefeito relatou que outras cidades do interior como Manacapuru e Novo Airão precisaram de ajuda e receberam cilindros de oxigênio doados por Parintins. Ainda hoje serão enviados cilindros para Nova Olinda, também no interior. 

Na terceira maior cidade do estado, Itacoatiara, a situação é dramática. O prefeito Mário Abrahim afirmou à CNN que a cidade só tem oxigênio até às 21h deste sábado. “Está muito difícil comprar. Precisamos de 200 cilindros por dia, são 83 pessoas internadas aqui”, declarou.

Segundo ele, à medida que os cilindros são esvaziados, a cidade os envia para Manaus para serem reabastecidos. São 270 quilômetros, uma viagem de quase 4 horas. “Estamos muito fragilizados. Está muito difícil”, resumiu.