Sputnik V: pedimos que Anvisa se debruce sobre os estudos, diz governador da BA

Costa ressalta que a vacina foi aprovada em países com agências reguladoras de saúde reconhecidas internacionalmente, o que seria suficiente para a aprovação

Da CNN, em São Paulo
26 de janeiro de 2021 às 21:39 | Atualizado 26 de janeiro de 2021 às 21:39

O governo da Bahia recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a liberação do uso das vacinas Sputnik V sem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que alega a falta de documentos considerados essenciais para que o medicamento seja aprovado para uso emergencial.

Em entrevista à CNN, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), classificou as exigências da Anvisa como "burocráticas e "protelatórias" e disse que a experiência internacional tanto de testes quanto de vacinação em massa da Sputnik V são suficientes para que a agência analise a eficácia e a segurança do produto a fim de que ele possa ser usado no Brasil.

O governador afirmou ainda que quer que a agência reguladora fale se o imunizante é eficaz ou não. "O que nós solicitamos é que a Anvisa se debruce sobre os estudos e diga se a qualidade da vacina é boa ou ruim e não que a Anvisa fique colocando dificuldade para que tenhamos mais vacinas no Brasil", falou

 

"A Anvisa, até aqui, tem insistido que só libera as vacinas que realizaram a terceira fase de testes no Brasil. Não tem cabimento isso, os estudos no exterior foram feitos com 44 mil pessoas”, disse o governador da Bahia.

Costa ressalta que a vacina foi aprovada em países com agências reguladoras de saúde reconhecidas internacionalmente e que isso seria suficiente para validar os estudos clinicos.

“Não queremos que a Anvisa coloque dificuldades para ter mais vacinas no Brasil. Não faz sentido a agência não reconhecer o trabalho de entidades internacionalmente aceitas. Isso é corporativismo. Neste momento o que vale é a saúde da população e não a defesa de interesses.”

Vacina russa Sputnik V será produzido no Brasil pelo laboratório União Química
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Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo

(Publicado por Sinara Peixoto)