Governadores pedem para Bolsonaro ‘compra firme’ da Coronavac

Objetivo é que governo federal adquiria ou lote de 54 milhões de doses ou libere os governos estaduais para comprar diretamente o imunizante

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
29 de janeiro de 2021 às 09:26 | Atualizado 29 de janeiro de 2021 às 09:27
Frascos com a vacina CoronaVac
Frascos com a vacina CoronaVac
Foto: Amanda Perobelli/Reuters (22.jan.2021)

O grupo de governadores que acompanha a compra de vacinas no Brasil pediu ao presidente Jair Bolsonaro que garanta a "compra firme" de Coronavac para todo país ou então que libere os estados para adquirirem diretamente o estoque de 54 milhões de doses que o governo federal se comprometeu, mas ainda não comprou.

Pelo contrato com o Instituto Butantan, essa compra pode ser confirmada trinta dias depois da entrega do primeiro estoque da Coronavac, de 46 milhões de doses, o que ainda não ocorreu. Assim como o Butantan, os governadores avaliam que essa resposta deveria sair logo.

Em carta encaminhada ao presidente da República, o Fórum Nacional de Governadores pede que além da compra total de doses, o governo federal apresente um cronograma de entrega das próximas doses, "o que possibilitaria aos estados e municípios maior capacidade de planejamento na vacinação", diz o texto.

Os governadores dizem também ainda não saberem como será a operação de entrega do lote de Coronavac recém habilitado pela Anvisa. Ao todo, 3,2 milhões de doses vão ser distribuídos no dia 3 de fevereiro, próxima quarta-feira. O presidente do Fórum, Welington Dias, pediu para que todos estados recebam até o dia 7 de fevereiro.

Ao contrário do que estabelece o Ministério da Saúde até aqui, os governadores querem usar todas as doses da vacina de uma vez, para vacinar mais pessoas, e contar com a segunda dose mais à frente, ainda que esse produto não esteja pronto para garantir. "Além disso, solicito autorização do Ministério da Saúde para utilização das vacinas que, já disponibilizadas, se encontram reservadas para a segunda dose, a fim de ampliar as condições de atender toda a demanda programada para o público prioritário".

 

Em entrevista à CNN, o secretário executivo da Saúde, Élcio Franco, se manifestou contrário ao uso integral das doses que estão sendo disponibilizadas agora. A orientação é guardar a segunda dose para tomou a primeira já que todo mundo vem sofrendo problemas de abastecimento de vacinas.