Prefeitura do Rio proíbe aglomerações a partir de meia-noite de sexta (12)

Estabelecimentos que descumprirem medidas podem ter alvarás cassados pela prefeitura da capital fluminense

Da CNN, em São Paulo
11 de fevereiro de 2021 às 16:47 | Atualizado 11 de fevereiro de 2021 às 16:54

A partir de meia-noite de sexta-feira (12), qualquer aglomeração na cidade do Rio de Janeiro está proibida. A medida é para evitar possíveis reuniões para celebrar o Carnaval.

O decreto, que tem vigência até o dia 22 de fevereiro, proíbe qualquer tipo de aglomeração em vias públicas, quiosques e estabelecimentos comerciais. Em caso de descumprimento das regras, estão previstas punições como multa, interdição ou até a cassação do alvará.

A prefeitura vai usar 1.500 câmeras do Centro de Operações para monitorar possíveis aglomerações, festas, bailes ou saída espontâneas de blocos. A chegada de ônibus fretados também está proibida na cidade a partir de sexta e será fiscalizada pelas imagens.

Segundo o secretário de ordem pública, Brenno Carnevale, entre as estratégias também estão o monitoramento das redes sociais e a notificação dos organizadores. “As empresas estão sendo mapeadas e notificadas sobre a proibição dos eventos clandestinos. A fiscalização acontece antes, durante e depois”, afirmou Brenno. 

Em caso de identificação de pontos de eventos, os agentes estão autorizados a apreender materiais, incluindo caixas de som e trios elétricos. Denúncias de desrespeito às regras poderão ser feitas pelo número 1746. 

Durante o período, segue permitido frequentar quiosques, bares, restaurantes, espaços de lazer, além de praias, desde que respeitadas às regras de ouro, como o distanciamento social. “Não estamos radicalizando. O Rio não está fechando a cidade mas, sim, preservando vidas”, destacou o secretário,

Segundo a prefeitura, para impedir a chegada de ônibus fretados, barreiras itinerantes serão montadas em pontos estratégicos do município. Os coletivos só poderão transportar moradores ou turistas que comprovem a estadia em hotéis ou pousadas. 

“Pedimos que essas pessoas não venham para o Rio de Janeiro sem que haja uma efetiva necessidade. Não venha para o carnaval porque a prefeitura não vai permitir a realização da festa”, pediu Carnevale.

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