Rio estuda usar lotes da 2ª dose da Coronavac para não interromper calendário

Prefeitura do Rio de Janeiro espera ‘previsibilidade’ do Ministério da Saúde sobre a chegada de novos lotes para tomar a decisão

Cleber Rodrigues, da CNN, no Rio de Janeiro
12 de fevereiro de 2021 às 11:41
Profissional de saúde aplica vacina em idoso no Rio de Janeiro
Profissional de saúde aplica vacina em idoso no Rio de Janeiro
Foto: Daniel Resende/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Durante a divulgação do boletim da Covid-19, que manteve a cidade sob alto risco de contaminação, o secretário de Saúde do Rio, Daniel Soranz, afirmou que a prefeitura defende a utilização do lote da segunda dose da vacina do Butantan, para imunizar os grupos prioritários do município. Segundo Soranz, a medida leva em consideração a necessidade de imunizar o máximo de pessoas do grupo de risco.

“A prefeitura é a favor de usar a segunda dose se tiver a previsibilidade da vacina chegar antes dos 28 dias (prazo máximo para aplicação da 2ª dose da Coronavac). Isso é importante, é um planejamento que envolve uma previsibilidade de vacinação e da cadeia produtiva. Pelas informações que a gente tem, o Instituto Butantan começa a colocar 900 mil doses de vacina na rua, a partir do dia 23. Se isso se confirmar, será possível usar as doses sem nenhum problema”, afirmou Soranz.

Ainda segundo a prefeitura, o município tem doses suficientes para imunizar os idosos a partir de 83 anos, até terça (16). Depois disso, será necessário contar com novas doses do Ministério da Saúde ou utilizar a reserva, algo que deve ser definido até domingo (14). Na quinta (11), a secretaria municipal de saúde havia anunciado que só tinha estoque até sábado (13).

A CNN já solicitou um posicionamento do Instituto Butantan e do Ministério da Saúde sobre a disponibilidade de novas doses.

Boletim Covid-19

Nesta sexta (12), a prefeitura divulgou que a cidade se mantém pela quarta semana seguida com alto risco de contaminação. Segundo o executivo, a decisão leva em consideração o Carnaval, que pode atrair público para a cidade, mesmo com a proibição da festa e os decretos de combate à aglomeração. Até esta quinta, a ocupação dos leitos era de 73% e não havia ninguém aguardando por internações em leitos exclusivos para o tratamento da doença.

Ambientes de lazer, praias e o comércio em geral seguem liberados, desde que as medidas de prevenção à transmissão da Covid sejam respeitadas, como distanciamento social, proibição de músicas ao vivo e o uso da máscara.

Regras específicas para o Carnaval:

A prefeitura do Rio estabeleceu nesta quinta-feira (11) novas regras para evitar as aglomerações durante o período de Carnaval. O decreto, que tem vigência até o dia 22 de fevereiro, proíbe qualquer tipo de aglomeração em vias públicas, quiosques e estabelecimentos comerciais.

Em caso de descumprimento das regras, estão previstas punições como multa, interdição ou até a cassação do alvará. Para ajudar no monitoramento serão usadas 1500 câmeras do Centro de Operações do Rio. Denúncias de eventos clandestinos podem ser feitas pelo 1746.