MPF ouve funcionários de presídio sobre soltura de traficantes com alvará falso

João Felipe Barbieri foi condenado a 27 anos de prisão e deixou o presídio, pela porta da frente, no dia 18 de novembro do ano passado

Leandro Resende
Por Leandro Resende, CNN  
24 de fevereiro de 2021 às 08:25 | Atualizado 24 de fevereiro de 2021 às 08:26

 

João Filipe Barbieri deixou a prisão com alvará falso. Imagens da câmera de segurança
Foto: Reprodução/CNN

O Ministério Público Federal realiza na manhã desta quarta-feira (24) os primeiros depoimentos na investigação que apura como um dos maiores traficantes de armas do mundo deixou a cadeia no Rio de Janeiro usando um alvará falso. João Filipe Barbieri foi condenado a 27 anos de prisão por associação para o tráfico e tráfico internacional de armas, e deixou o presídio, pela porta da frente, no dia 18 de novembro do ano passado, ao lado de um outro traficante de armas.

Foram intimados três funcionários da Secretaria de Administração Penitenciária do estado, que serão ouvidos a partir das 8h desta quarta (24). O procurador do Ministério Público Federal Eduardo Benones, responsável por coordenar o Núcleo de Controle Externo de Atividade Policial, conduz as investigações, abertas no dia 12 de fevereiro deste ano.

João Filipe Barbieri é enteado de Frederick Barbieri, que é conhecido como o 'Senhor das Armas'. Ele está preso nos Estados Unidos, condenado por um tribunal federal de Miami, na Flórida, em 2018. Com João Barbieri, também fugiu o traficante João Victor Silva Roza.

Veja imagens do traficante deixando a prisão

Os dois foram denunciados pelo MPF, em 2017, por integrar uma quadrilha de tráfico internacional de armas que enviou 60 fuzis dentro de aquecedores de piscina para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Para apurar quem facilitou a fuga de João Barbieri com um alvará falso, o MPF solicitou que sejam enviadas as imagens do dia da fuga, explicações sobre as rotinas usas pela SEAP para expedir alvarás de soltura e as fichas funcionais dos envolvidos na libertação dos detentos, como agentes penitenciários e diretores de unidades prisionais do Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.