Prefeito de SBC: Após 22h, transporte vai parar e só hospital e farmácia abrem

Orlando Morando (PSDB) afirma em entrevista à CNN que prefeitura irá fiscalizar quem desrespeitar o toque de recolher das 22h às 4h

Produzido por Jorge Fernando Rodrigues, da CNN, em São Paulo
25 de fevereiro de 2021 às 08:55

Em entrevista à CNN, o prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Orlando Morando (PSDB), falou sobre o toque de recolher que o município fará a partir de sábado (27) para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. As medidas restritivas devem valer inicialmente até o dia 7 de março. 

Segundo ele, as diferenças entre as medidas tomadas no ABC paulista e o restante do estado é a não circulação do transporte público, que funcionará até as 22h e retomará às 4h. Nada poderá funcionar na cidade, a não ser hospitais, farmácias, e o deslocamento de pessoas que precisarem de atendimento médico, por exemplo.

“Aqui nós utilizamos o nome toque de recolher porque nós não queremos as pessoas circulando neste horário. Isso vai facilitar a fiscalização da prefeitura para coibir festas clandestinas e o funcionamento de comercio ilegal”, disse.

“A grande diferença que terá entre o estado [e o ABC] não é apenas o horário. Aqui teremos também a não circulação de transporte público, que funcionará até o limite de 22h. Foi uma das formas que nós buscamos adotar para evitar um lockdown completo, inclusive durante o dia, como está fazendo a cidade de Araraquara.”

O governo de São Paulo anunciou na quarta-feira (24) que irá restringir a circulação das 23h às 5h em todo o estado. A medida acontece depois que o estado atingiu o maior número de pacientes internados em UTIs com Covid-19 em toda a pandemia. O decreto vale do dia 26 de fevereiro ao dia 14 de março.

Segundo o prefeito de São Bernardo, em nenhum momento durante todo o ano passado o município teve tantos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ocupados: hoje, há 80% de ocupação nas UTIs da rede pública e 97% na rede privada.

“Isso não é uma medida que quer tirar direito de absolutamente ninguém. Isso é uma medida para proteger. O que nós não queremos é que o Grande ABC e a cidade de São Bernardo cheguem perto do que aconteceu em Manaus. A situação se tornou extremamente delicada. Então, nós fazemos esse apelo para que as pessoas fiquem em casa durante o período noturno.”

Paço Municipal de São Bernardo do Campo
Foto: Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo

(Publicado por: André Rigue)