Antecipar recessos ajudará na recuperação da educação em SP, diz secretário

Os recessos de abril e outubro nas escolas estaduais serão antecipados para o período de 15 a 28 de março, informou Rossieli Soares

Produzido por Jorge Fernando Rodrigues, da CNN, em São Paulo
12 de março de 2021 às 13:52

A partir da próxima segunda-feira (15), o estado de São Paulo passa a adotar novas restrições para tentar conter o avanço da Covid-19. A fase chamada de "emergencial" foi anunciada pelo governador João Doria (PSDB). Uma das recomendações é para que todas as atividades nas escolas sejam reduzidas ao mínimo necessário para diminuir a circulação de pessoas.

Os recessos de abril e outubro serão antecipados para o período de 15 a 28 de março, sem prejuízo do calendário escolar.

Em entrevista à CNN nesta sexta-feira (12), o secretário de Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares, afirmou enxergar a medida como positiva, uma vez que o ritmo da vacinação contra o novo coronavírus no país aumente cada vez mais.

“Neste momento, no máximo, teríamos 35% dos estudantes nas escolas e alguns municípios [tinham] proibido [a abertura das escolas]. Em outubro, esta semana de aula certamente não terá as mesmas condições que nós estamos vivendo aqui. Vamos ter muito mais vacinas e condições melhores e, por isso, poderemos ter mais estudantes. Então, a minha chance de recuperar [o prejuízo na educação causado pela pandemia] será muito maior se eu antecipar esses recessos escolares e ter esse tempo bom com os nossos estudantes nas escolas.”

Capital paulista

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), suspendeu nesta sexta-feira (12) as aulas presenciais na capital paulista. A medida vale para escolas públicas e particulares. O decreto determina a antecipação do recesso escolar de julho para próxima quarta-feira (17) e segue vigente até o dia 5 de abril, após o feriado da Páscoa.

"Essa medida se faz necessária para que a gente possa conter o avanço do vírus na cidade. A suspensão de aulas presenciais vale para a rede privada, para rede pública estadual e rede pública municipal na cidade de São Paulo", afirmou Covas.

As escolas vão continuar funcionando durante o período de validade do decreto, mas em horário reduzido, das 10h às 16h. 

(*Com informações de Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo)