Rio passa de uma para 27 regiões com risco alto para Covid-19

Dados estão no boletim epidemiológico semanal divulgado nesta sexta-feira (19)

Stéfano Salles, da CNN no Rio de Janeiro
19 de março de 2021 às 19:07 | Atualizado 19 de março de 2021 às 20:11
Leitos de UTI no Hospital Ronaldo Gazzola, na zona norte do Rio de Janeiro
Leitos de UTI no Hospital Ronaldo Gazzola, na zona norte do Rio de Janeiro, durante pandemia da Covid-19
Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo (10.mar.2021)

A cidade do Rio de Janeiro passou de apenas uma área de planejamento com risco alto para Covid-19 para 27 em uma semana. Essa é a segunda classificação mais perigosa, em uma escala de três.

No atual momento, apenas as áreas de Penha, Vigário Geral e Pavuna, na Zona Norte, Santa Cruz e Guaratiba, na Zona Oeste, além da Ilha de Paquetá, apresentam risco moderado. Desde a primeira edição do documento, em janeiro, nenhuma área atingiu o indicador muito alto, o de maior ameaça pela pandemia de Covid-19. 

Estão em risco alto as regiões administrativas: (Região Central) Centro, Portuária, Rio Comprido e Santa Teresa, (Zona Sul) Botafogo, Copacabana, Lagoa e Rocinha, (Zona Norte) Anchieta, Complexo do Alemão, Ilha do Governador, Inhaúma, Irajá, Madureira, Maré, Méier, Pavuna, Ramos, São Cristóvão, Tijuca e Vila Isabel, (Zona Oeste) Bangu, Barra da Tijuca, Campo Grande, Cidade de Deus, Jacarepaguá e Realengo.

Embora o boletim apresente um agravamento da situação de risco da cidade para a Covid-19, esse não é o pior cenário da série, iniciada com a atual gestão em janeiro. Na terceira edição, todas as 33 regiões apresentavam risco alto para a doença. O cenário perdurou quatro semanas. 

A classificação de risco feita pelo município é um indicador feito com base em dois dados: números de internações e de óbitos. Nas duas edições anteriores do boletim, que é semanal, apenas Copacabana, na Zona Sul, apresentava risco moderado.

Quando apresentou a primeira edição, em janeiro, o prefeito Eduardo Paes (DEM) disse que a divisão buscava adotar medidas diferentes em cada área, considerando suas especificidades. 

No entanto, na apresentação do Boletim Epidemiológico da 9ª semana, no dia 4 de março, Paes disse que o Comitê de Operações e Emergência (COE Covid-19) não divulgaria mais os dados regiões nas coletivas de imprensa, porque a partir daquele momento valeriam para a cidade inteira, diante do aumento do número de pacientes que buscavam a rede de saúde por apresentarem sintomas compatíveis com Covid-19. No entanto, as informações permaneceram públicas. 

As regiões administrativas podem compreender apenas o bairro do qual levam o nome mas, geralmente, representam um conjunto deles. Atualmente, o Rio tem 163 bairros, divididos entre 33 regiões.

BOLETIM DESTA SEXTA (19) - SItuação da pandemia da Covid-19 por região administrativa do Rio de Janeiro
Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro
SEMANA ANTERIOR - SItuação da pandemia da Covid-19 por região administrativa do Rio de Janeiro
Foto: Prefeitura do Rio de Janeiro

Cepa amazônica

Na apresentação do novo Boletim Epidemiológico semanal, na manhã desta sexta-feira, a prefeitura confirmou mais quatro mortes provocadas pela nova variante amazônica do coronavírus, a P1.  Até a edição anterior da publicação, eram dois. Entre os novos mortos, está um ex-morador da cidade, um senhor de 63 anos, da Freguesia, Zona Oeste. 

De uma semana para a outra, foram 11 novos casos. Deste total, nove foram de moradores do Rio.  Assim, o município chega a 54 casos, e 22 de habitantes da capital. Neste momento, há dois pacientes que moram na cidade internados com a P1.