Rio e Niterói autorizam funcionamento de lojas de chocolates no feriadão

Atividades não estavam liberadas, apesar da proximidade do Domingo de Páscoa; estabelecimentos funcionarão com delivery, drive-thru e takeaway

Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro
25 de março de 2021 às 08:25
Loja vende ovos de chocolate para a Páscoa
Loja vende ovos de chocolate para a Páscoa
Foto: Evandro Leal/Enquadrar/Estadão Conteúdo

A cidade do Rio de Janeiro abriu uma nova exceção entre os estabelecimentos que poderão funcionar no feriado prolongado de dez dias, que começa nessa sexta-feira (26) e vai até 4 de abril, Domingo de Páscoa, para o enfrentamento à pandemia de Covid-19. As lojas de doces, bombonieres, balas e confeitos poderão funcionar neste período, que é o mais lucrativo para o setor no ano.

A decisão está em uma Nota Técnica da Secretaria Municipal de Saúde e do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (S/Ivisa-Rio), assinada pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, e pelo presidente do S/Ivisa-Rio, Rodrigo Prado.

Na capital, as lojas com esse perfil tiveram seus status equiparados ao de bares e restaurantes neste período. Assim, só poderão funcionar como eles: com delivery, drive-thru e takeaway. Sem que os clientes possam entrar e muito menos consumir no local.

Em Niterói, cidade da Região Metropolitana que anunciou medidas restritivas semelhantes à da capital, em atuação conjunta entre o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), e o da cidade vizinha, Axel Grael (PDT), não houve equiparação. No entanto, foi autorizada a prática do takeaway.

A determinação está em um trecho da edição do Diário Oficial do Município desta quinta-feira, que libera: “o comércio de chocolate para Páscoa, exclusivamente, por sistema drive thru, delivery e takeaway, vedado em qualquer hipótese o consumo no local”.

Em 2021, o setor de comércio de doces e chocolates também reivindicou o funcionamento para as vendas da Páscoa e foram atendidos pelos prefeitos das duas cidades. Na ocasião, Marcelo Crivella (Republicanos), no Rio de Janeiro, e Rodrigo Neves (PDT), em Niterói.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ) entre os dias 15 e 18 de março deste ano, antes, portanto, do anúncio das novas medidas restritivas, mostrou que 59,6% de moradores do estado pretendiam presentear alguém na data. Em 2020, eram 37,6%. Um aumento de 22 pontos percentuais do ano passado para o atual. Em valores absolutos, a projeção era de que a data movimentaria R$ 829 milhões esse ano.