MP investiga se empresários e políticos mineiros foram vacinados ilegalmente

Grupo de empresários do setor de transportes e políticos de Minas Gerais foram vacinados com o imunizante da Pfizer, que ainda não está sendo usado no SUS

Da CNN, em São Paulo
25 de março de 2021 às 21:14 | Atualizado 25 de março de 2021 às 22:15

Um grupo de empresários do setor de transportes e políticos de Minas Gerais são suspeitos de receber ilegalmente doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 no Brasil. O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal investigam o caso.

A informação foi divulgada em reportagem da revista "Piauí" e confirmada pela CNN

O MPF informou que apura o caso para confirmar se houve violação da lei que prevê que todas as vacinas compradas pelo setor privado devem ser doadas ao SUS até que todos os grupos prioritários do Brasil sejam vacinados.

Já a Polícia Federal tenta entender como essas vacinas chegaram ao país e se há mais doses do imunizante para serem apreendidas. 

A Secretaria de Saúde de BH disse que a vigilância sanitária fez vistoria no local e não encontrou evidências de que a vacinação ocorreu e que por isso não poderia tomar ações adicionais.

Já a Pfizer nega a venda e distribuição de vacinas no Brasil fora do Plano Nacional de Imunização

Polícia investiga se existem outras doses do imunizante com o grupo
Foto: Reprodução / CNN

Vacina ainda não é usada no Brasil

A vacina da Pfizer já foi aprovada para uso em massa pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas, como os lotes ainda não chegaram ao país, não é usada na imunização da população.

O caso movimentou a oposição e o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), ex-ministro da Saúde e membro do comitê de acompanhamento da Covid-19 na Câmara, enviou ofício ao MP, ao Ministério da Saúde e à Anvisa pedindo apuração do caso e confisco das vacinas.