Presos do sistema federal passam a integrar lista da Interpol

Nomes estão na lista verde (green notice) da Interpol; o compartilhamento dos dados visa coibir a atuação de lideranças criminosas em outros países

Rafaela Lara, da CNN, em São Paulo
18 de maio de 2021 às 08:39
Penitenciária federal de segurança máxima de Brasília.
Penitenciária federal de segurança máxima de Brasília
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os presos do sistema penitenciário federal passaram a integrar a lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), a solicitação foi feita à Polícia Federal (PF) e os nomes foram incluídos na Difusão Verde (Green Notice) da Interpol. 

O intuito do compartilhamento desses dados é difundir informações sobre lideranças criminosas que são propensas a repetir crimes em outros países.

Os presos em penitenciárias federais estão nessas unidades por terem desempenhado função de liderança ou participado de forma relevante de organizações criminosas. Alguns detentos, inclusive, possuem atuação em outros países.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, o compartilhamento de informações entre os países é fundamental e coibe a ampliação da atuação desses criminosos. 

“O crime organizado não respeita fronteiras. Cada vez mais, a cooperação e a troca de informações entre os países são necessárias para impedir lideranças criminosas de ampliarem sua atuação. O Departamento Penitenciário Nacional e a Polícia Federal trabalham juntos no combate às facções criminosas”, afirmou o ministro.

O Sistema Penitenciário Federal é composto por cinco penitenciárias localizadas em Catanduvas, no Paraná, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Mossoró, no Rio Grande do Norte, Porto Velho, em Rondônia, e Brasília, no Distrito Federal, e são consideradas instituições de segurança máxima.