Ecko tentou tirar arma de policial e levou um segundo tiro, afirma delegado

Miliciano foi atingido por dois disparos: um quando tentou fugir do cerco e outro quando tentou puxar a arma de uma agente enquanto era socorrido

Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro
13 de junho de 2021 às 08:33 | Atualizado 13 de junho de 2021 às 16:13

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto neste sábado (12), foi baleado duas vezes durante a Operação Dia dos Namorados. A informação foi confirmada durante uma entrevista coletiva na Cidade da Polícia.

De acordo com os delegados, o primeiro tiro ocorreu no início da operação, quando Ecko tentou fugir do cerco policial feito na casa onde estava em Paciência, Zona oeste da capital. Já o segundo disparo aconteceu quando o miliciano tentou retirar a arma de uma policial enquanto era socorrido pelos agentes dentro de uma van.

“Ecko foi alvejado com dois tiros. O primeiro tiro foi no início da operação quando ele tentou fugir pelos fundos da casa. Já durante o trajeto da van para o helicóptero, ele tentou tirar a arma de uma policial e nesse momento foi realizado o segundo disparo para ele não conseguisse atirar contra nós”, relatou o subsecretário de inteligência, Thiago Neves.

Foto: Reprodução

 

Policiais de cinco delegacias estavam monitorando Ecko há três semanas. Dados de inteligência apontaram que ele ia para a casa da família cerca de três ou quatro vezes por semana. A data do Dia dos Namorados foi escolhida para a operação pela certeza de que ele estaria no imóvel, para ficar com esposa e filhos.

O subsecretário Operacional da Polícia Civil do RJ, Felipe Curi, explicou os preparativos para a ação.

“Nós estávamos desde o início da madrugada escondidos em um determinado local. Foram quatro equipes espalhadas pelo local, aguardando a confirmação se o alvo iria ou não encontrar com a sua namorada. Por volta das 5h confirmamos que o Ecko estava na casa. Foram cerca de 20 policiais envolvidos na operação”, destacou.