Expectativa de vida de trans no Brasil se equipara com Idade Média, diz advogada

Marina Ganzarolli, presidente da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-SP, fala sobre a falta de oportunidades para a população T

Produzido por Juliana Alves, da CNN São Paulo
28 de junho de 2021 às 13:54 | Atualizado 28 de junho de 2021 às 14:47

 

No dia do orgulho LGBTQIA+, a presidente da Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB-SP, Marina Ganzarolli, falou à CNN sobre a expectativa de vida da população T (Homens e mulheres trans e travestis), que no Brasil, segundo ela, é equiparável a números da Idade Média.

“A população T no Brasil tem expectativa de vida de menos de 35 anos, isso é equiparável com a expectativa de vida da Idade Média, quando não tinha penicilina nem saneamento básico,” disse Marina.

A advogada também ressaltou dado da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) de que 90% da população T está em situação de prostituição. Segundo ela, o número relata a falta de oportunidades no mercado de trabalho para este grupo. O cenário, no entanto, está em processo de mudança.

“O capital privado e empresas estão engajados com uma comunicação inclusiva, mas também trazendo diversidade para a organização, trazendo pessoas LGBTQIA+ e formando grupos de diversidade. Isso tudo isso tem que ser celebrado.”

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Foto: National_Progress_Party/Wikimedia Commons