Ministério da Agricultura apura mortes de equinos após consumo de ração

Já são 222 mortes registradas, incluindo zebras, cavalos, jumentos e burros

Fernanda Palhares e Victória Silva, da CNN*, em São Paulo
Imagem ilustrativa de cavalos  • 23/07/2017REUTERS/David W Cerny
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O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) investiga a morte de equinos — incluindo cavalos, zebras, jumentos e burros — que teriam ingerido rações produzidas pela empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda. A denúncia foi feita no dia 26 de maio por meio da Ouvidoria.

A partir disso, a Fiscalização Federal Agropecuária iniciou apurações e identificou casos de adoecimento e morte dos animais. Até o momento, foram contabilizadas 222 mortes nos estados de São Paulo (83), Rio de Janeiro (69), Alagoas (65), Goiás (4) e Minas Gerais (1).

O ministério também analisa novas informações sobre óbitos em outras localidades: 40 no sudoeste da Bahia, 70 em Goiânia (GO), 34 em Jarinu (SP), 10 em Santo Antônio do Pinhal (SP), 18 em Uberlândia (MG), 8 em Guaranésia (MG), 8 em Jequeri (MG) e 7 em Mariana (MG).

 

O trabalho de fiscalização, no entanto, enfrenta dificuldades devido à natureza dos sintomas apresentados pelos animais, que podem surgir tardiamente, mesmo após a interrupção do uso da ração.

Segundo o Mapa, a evolução clínica dos equinos — marcada por insuficiência hepática seguida de piora repentina — torna mais complexa a estimativa do número total de óbitos.

Durante as inspeções, foram identificadas irregularidades que levaram à suspensão cautelar da fabricação de todas as rações da empresa. A Nutratta entrou com um pedido de mandado de segurança contra a medida, mas o Mapa afirma que os esclarecimentos já foram prestados ao Poder Judiciário. A decisão judicial ainda é aguardada.

Enquanto isso, o ministério determinou a proibição da comercialização de qualquer produto da empresa.

A CNN tenta contato com a empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda e o espaço segue aberto para manifestação.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo