Polícia usa scanner 3D em investigação sobre policial civil morto pela Rota

Investigadores optaram pela ferramenta, por se tratar de um inquérito complexo

Gabriela Milanezi, da CNN, em São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo iniciou, na manhã desta sexta-feira (1º), a reconstituição 3D da ação que vitimou o policial civil Rafael Moura, na favela do fogaréu em São Paulo. O responsável pelos disparos foi o sargento da ROTA, Marcus Augusto Costa Mendes.

A reconstituição é feita no mesmo local onde a ação aconteceu, no dia 11 de julho, com um Scanner 3D do Instituto de Criminalística. São colocados bonecos, para auxiliar o equipamento que permite que cenas de crimes sejam reproduzidas com exatidão.

Além da a posição de objetos, a tecnologia mostra onde estão as marcas de disparos e demais vestígios que podem contribuir para o esclarecimento da dinâmica dos fatos. Segundo a SSP, o Scanner 3D é o único que faz auto calibração. Ele emite pulsos de infravermelho, laser, milhões de vezes por minuto para mapear o ambiente em 360º.

Os investigadores optaram pela ferramenta, por se tratar de um inquérito complexo. Com a reconstituição virtual do crime, a expectativa da policial é de que o Ministério Público e o Judiciário tenham mais elementos técnicos para avaliar com precisão a cronologia dos acontecimentos, e a distância dos disparos. Imagens da câmera corporal do policial, também serão anexadas ao inquérito.

A CNN teve acesso à câmera corporal do policial militar da Rota. Nas imagens é possível ver o momento em que os policiais se encontram antes dos disparos. Rafael Moura da Silva foi alvejado por três disparos e uma das balas ficou alojada em seu abdômen. E investigador morreu cinco dias após, no hospital.