Bolsonaro diz que vídeo compartilhado pelo WhatsApp é de 2015


02 de março de 2020 às 07:54 | Atualizado 02 de março de 2020 às 07:55
Bolsonaro em live nas redes sociais, ao lado de intérprete de libras

Bolsonaro em live nas redes sociais, ao lado de intérprete de libras (27.02.2020)

Crédito: Reprodução/ Facebook


Em live transmitida em sua conta oficial do Facebook nesta quinta-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar a imprensa ao comentar o compartilhamento de dois vídeos em seu WhatsApp pessoal, que pedem à população que compareça no dia 15 de março a um ato em apoio ao presidente.

 

O presidente afirmou que os atos que apoiou ocorreram em 2015. Em 15 de março daquele ano, um domingo, quando o político era deputado federal, marchas em diferentes cidades brasileiras pediram o impeachment da então presidente Dilmar Rousseff. Na mesma data neste ano, movimentos de direita articularam mobilizações contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

 

“A Vera Magalhães (jornalista que divulgou uma das postagens) teria recebido um vídeo que me mostra pedindo, sim, apoio a manifestações do dia 15 de março… mas de 2015. É um vídeo que eu peço comparecimento, também em um domingo, mas em 2015”, declarou o presidente. Bolsonaro, porém, não é específico sobre a qual material se refere.

 

Dois vídeos foram divulgados em reportagens publicadas na última terça-feira. Um deles mostra imagens da facada que o presidente recebeu na campanha eleitoral de 2018, portanto foi produzido depois de 2015.

 

Na mesma live, Bolsonaro ainda questionou outras reportagens da última semana e afirmou que “a imprensa, como regra, tem como combustível a mentira”.

 

"Não vou renunciar ao meu mandato e não vou dar mais dinheiro para a imprensa”, acrescentou o presidente, ao se dizer perseguido por veículos.