Cotado para prefeitura de SP, Datena se filia ao MDB


Da CNN Brasil, em São Paulo
04 de março de 2020 às 13:07 | Atualizado 04 de março de 2020 às 13:08
O apresentador José Luiz Datena (29.jul.2019)

O apresentador José Luiz Datena (29.jul.2019)

Crédito: Divulgação/Governo de SP

Cotado para disputar a prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2020, o jornalista José Luiz Datena filiou-se nesta quarta-feira (4) ao MDB. Em discurso emocionado, o apresentador ressaltou a importância da democracia. O ato foi acompanhado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é amigo do apresentador de televisão.

"Estou feliz de se estar aqui hoje na filiação de um grande amigo", disse Maia, que também teceu elogios ao partido. "O MDB sempre será o fiador da nossa democracia e relação entre os poderes". Datena, por sua vez, disse que Maia é uma das "melhores coisas que conheceu na política nos últimos tempos".

Ao discursar, Datena fez um breve passeio pela história do MDB, citando grandes figuras da legenda, como Ulysses Guimarães, e ressaltando o papel do partido para a manutenção da democracia. "Esse partido representa acima de tudo a base e luta da democracia contra qualquer sopro que ameace a democracia nacional", afirmou Datena. "Escolho um partido que é alicerce básico para a democracia", disse.

O jornalista e apresentador disse que já tinha ensaiado entrar para política anteriormente, mas que agora, em um momento "em que tem faltado muita dignidade social para os brasileiros e em que se discute muito a polarização", era a hora certa dele entrar no jogo. Datena afirmou que gosta do presidente da República Jair Bolsonaro, que "entende, a cada dia que passa, que os limites da Presidência são traçados pelo povo que o elegeu".

Alianças

Pré-candidato à prefeitura paulistana, o ex-governador Márcio França, do PSB, recebeu o apoio do PDT em um movimento que pretende ser o "embrião" de uma aliança nacional entre as duas siglas. Dirigentes das duas legendas, do PV e da Rede Sustentabilidade têm se reunido com o intuito de formar chapas conjuntas nas capitais para tentar quebrar a polarização entre bolsonaristas e o PT nas eleições municipais.

Na capital, porém, PV e Rede ainda não fecharam questão. "Estamos costurando uma frente nacional anti-ódio com o PSB, PDT PV e Rede. São Paulo será o modelo dessa aliança", disse o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. O anúncio oficial da aliança será feito no dia 12, quinta-feira, em um evento na capital com a presença do ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) e as cúpulas nacionais de PSB e PDT.

Questionado sobre o diálogo que mantinha com a ex-prefeita Marta Suplicy (sem partido), Lupi disse que ela queria se filiar ao PDT para ser vice de Fernando Haddad (PT) na disputa em São Paulo. "Ninguém filia alguém para vice. Marta impôs essa condição (ser vice do Haddad)", disse o dirigente. Procurada, Marta não se manifestou até a publicação desta matéria.

Segundo o presidente do PSB, Carlos Siqueira, a base do acordo entre as legendas será a "reciprocidade". O presidente nacional do PV, José Luiz Pena, afirmou que as conversas com França estão em andamento, mas ainda não há nada fechado. "Há uma janela aberta para esse diálogo", afirmou.

No Rio de Janeiro, o PSB vai apoiar a candidatura da deputada estadual Marta Rocha à prefeitura da capital. "Estamos conversando com PV e Rede nas principais cidades onde temos afinidades", disse Siqueira.

Com Estadão Conteúdo