'Está muito bem a economia, graças a Deus', diz Bolsonaro após divulgação do PIB


Anna Satie Da CNN Brasil, em São Paulo
05 de março de 2020 às 21:36
O presidente Jair Bolsonaro em live semanal

O presidente Jair Bolsonaro ao lado de Jorge Seif Jr., secretário da Pesca, e de Elisângela Castelo Branco, intérprete de libras (05.mar.2020)

Crédito: Reprodução/Facebook

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que "vai muito bem a economia, graças a Deus", em sua live no Facebook nesta quinta-feira (5). A declaração acontece logo após o dólar atingir nova máxima nominal histórica pela 12ª sessão consecutiva e um dia depois da divulgação do crescimento de 1,1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 — o menor em três anos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Bolsonaro fazia referência ao encontro que teve com empresários mais cedo na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista. Segundo ele, os executivos estão felizes com a situação econômica do país. "Eles [empresários] nunca sentiram tanta confiança no trabalho do governo". 

Ele também atacou a imprensa pela divulgação dos resultados. Na quarta de manhã, Bolsonaro se recusou a responder perguntas sobre o PIB e escalou um humorista para falar com a imprensa em seu lugar.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB atingiu no quarto trimestre de 2019 nível equivalente ao que foi verificado no primeiro trimestre de 2013.

O presidente também reforçou que não teve que negociar com o Congresso Nacional para aprovar a manutenção de seus vetos ao orçamento impositivo, o que ocorreu ontem. "Não houve negociação para pagamento de R$ 15 bilhões em emendas", afirmou. O presidente falou que, se houver dinheiro sobrando no caso de uma arrecadação maior do que prevista inicialmente, vai discutir a destinação do dinheiro com o Parlamento.

Outro tema endereçado foi o fim da GLO (Garantia da Lei e da Ordem) no Ceará. Ele prometeu que irá dificultar o uso da Força Nacional pelos estados. Segundo Bolsonaro, é uma "irresponsabilidade" enviar jovens soldados à "guerrilhas" sem o excludente de ilicitude.

"O que é o excludente de ilicitude? O elemento cumpre sua missão, sem excesso, e vai para casa tranquilo. Se no combate morreram aí quatro, cinco, dez ou 15 bandidos, ele não vai responder por isso", define o presidente. O Código Penal brasileiro já prevê que não há crime em casos de legítima defesa.

(Com Estadão Conteúdo)