STF autoriza inquérito contra Renan e Jader Barbalho no caso Transpetro


Gabriela Coelho Da CNN Brasil, em Brasília
05 de março de 2020 às 18:01 | Atualizado 05 de março de 2020 às 18:01
Os senadores Jader Barbalho (MDB-PA) e Renan Calheiros (MDB-AL)

Os senadores Jader Barbalho (MDB-PA) e Renan Calheiros (MDB-AL) de pé no plenário do Senado (8.nov.2017)

Photo: Moreira Mariz/Agência Senado

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (5) a abertura de inquéritos contra os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-AP) para apurar um suposto esquema de corrupção na Transpetro, subsidiária da Petrobras. 

As investigações são sobre supostas fraudes na contratação do consórcio Estaleiro Rio Tietê pela Transpetro em 2010 e supostas operações de contratações fraudulentas fechadas pela Transpetro com nove outras empresas e subsidiárias, como Galvão Engenharia, o consórcio Estaleiro Atlântico Sul, Queiroz Galvão, UTC Engenharia e GDK Engenharia.

Os inquéritos se baseiam em delações da Operação Lava Jato, como do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. 

Na delação, Sérgio Machado afirmou que repassou R$ 32 milhões em propina de negócios da Transpetro a Renan, sendo R$ 8,2 milhões em doações oficiais e R$ 23,8 milhões em espécie. Já em relação a Jader Barbalho, o ex-presidente da Transpetro afirmou que houve um pagamento de R$ 4,3 milhões entre 2004 e 2012.

O senador Jader Barbalho disse à CNN Brasil que desconhece o assunto Transpetro. "Nunca tive relação com a Transpetro e vou aguardar para apresentar a devida defesa", afirmou.

A defesa de Renan Calheiros informou que vai esperar o acesso formal ao processo para se manifestar.