Augusto Aras escolhe Humberto Jacques como seu novo vice na PGR


Teo Cury Da CNN Brasil, em Brasília
10 de março de 2020 às 17:07 | Atualizado 10 de março de 2020 às 20:10
Augusto Aras procurador-geral da República

O procurador-geral da República, Augusto Aras, substituiu seu vice José Bonifácio Borges de Andrada pelo subprocurador-geral Humberto Jacques de Medeiros

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Augusto Aras, trocou seu vice nesta terça-feira (10). José Bonifácio Borges de Andrada deixou o cargo e foi substituído pelo subprocurador-geral Humberto Jacques de Medeiros.

Jacques, que durante a gestão de Raquel Dodge exerceu o cargo de vice-procurador-geral Eleitoral e foi mantido no posto quando Aras assumiu, vai continuar acumulando as funções até que um nome seja definido para atuar perante o Tribunal Superior Eleitoral.

O cargo de vice-procurador-geral é o segundo na hierarquia da Procuradoria-Geral da República. Bonifácio era responsável pelas investigações criminais envolvendo autoridades com foro privilegiado e atuava perante o STF (Supremo Tribunal Federal), exceto em casos relacionados à operação Lava Jato.

A portaria do Diário Oficial da União que traz a mudança informa que a dispensa foi feita a pedido de Bonifácio. Nos bastidores, integrantes da PGR (Procuradoria-Geral da República) afirmam que houve desentendimentos entre Aras e Bonifácio na condução de alguns assuntos.

Esta é mais uma baixa na gestão de Aras. Na semana passada, o procurador regional Wellington Bonfim pediu para deixar a Secretaria da Função Penal Originária, cuja atribuição é conduzir investigações criminais contra políticos com foro privilegiado no STF.

Em janeiro, o coordenador do grupo de trabalho da Lava Jato na PGR, José Adonis Callou, pediu para deixar a função. Nos bastidores, interlocutores afirmaram que Adonis e Aras divergiam com relação ao modo de condução dos trabalhos.

Também nesta terça, Aras nomeou o subprocurador-geral Renato Brill de Goes ao cargo de vice-procurador-geral eleitoral. Goes vai atuar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e é o número dois do PGR perante a Justiça Eleitoral.