Maia anuncia restrição de acesso à Câmara para conter coronavírus


Da CNN Brasil, em São Paulo
11 de março de 2020 às 14:48 | Atualizado 11 de março de 2020 às 15:09
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Foto: Adriano Machado - 10.jul.2019/Reuters

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou nesta quarta-feira (11) que o Parlamento vai atuar em cima de uma "agenda emergencial de curto prazo" de ações para conter o impacto do coronavírus. Segundo o parlamentar, haverá restrição de circulação de pessoas na Câmara. Uma portaria com medidas de prevenção na Casa deve ser publicada ainda nesta tarde. 

O anúncio foi feito durante a comissão geral sobre o COVID-19, que contou com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. 

"Com certeza, o Parlamento está à disposição para discutir não apenas leis, mas soluções que envolvam o nosso orçamento, já que sabemos que haverá necessidade de utilização de recursos que não estavam previstos no final do ano passado - quando não tínhamos as informações que temos hoje", declarou Maia.

O presidente da Câmara ainda ressaltou que a intenção é "ajudar com recursos para 
dar a sustentação necessária aos municípios e estados" e destacou que trata-se de uma agenda de curto prazo, que é emergencial e importante. 

"É a agenda do impacto do coronavírus na saúde dos brasileiro. É claro que tem um segundo impacto, que é o que o coronavírus fará na economia", acrescentou. "Sabemos que, infelizmente, a nossa economia – que já vinha com crescimento baixo – certamente sofrerá um impacto maior e isso também impacta a vida dos brasileiros".

Por fim, Maia declarou considerar o avanço dos casos do novo coronavírus como urgente e querer evitar que chegue ao ponto de outros países. "Nós temos um problema urgente que atinge já o Brasil - com muito mais força a China e a Itália - e precisamos evitar que o país chegue ao mesmo momento", declarou. 

A declaração do presidente da Câmara ocorreu momentos após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar pandemia do COVID-19. Já são 118 mil casos em 114 países e mais de 4,2 mil mortes registradas. Oficialmente, o Brasil tem 36 casos confirmados.