A pedido de Bolsonaro, grupos decidem cancelar atos do dia 15, diz deputada


Guilherme Venaglia Da CNN Brasil, em São Paulo*
12 de março de 2020 às 18:39 | Atualizado 12 de março de 2020 às 20:18
 O presidente Jair Bolsonaro cumprimenta simpatizantes na porta do Alvorada

O presidente da República, Jair Bolsonaro, na porta do Palácio da Alvorada

Foto: Dida Sampaio - 11.mar.2020/Estadão Conteúdo

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), uma das organizadoras das manifestações a favor do governo no domingo (15), afirmou nesta quinta-feira (12) que os atos serão adiados em virtude do novo coronavírus (COVID-19).

Em nota, a deputada afirmou que a decisão dos grupos que organizavam os protestos foi tomada a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Mais cedo, em entrevista à CNN Brasil, a parlamentar disse que o assunto estava sendo discutido com o Ministério da Saúde e o Palácio do Planalto.

Carla Zambelli afirmou que vai se submeter a exames por ter se encontrado com o secretário de Comunicação Social do governo, Fabio Wajngarten, que testou positivo para o novo vírus. A parlamentar viajaria para São Paulo nesta sexta-feira (13), mas pretende aguardar o resultado. 

O presidente Jair Bolsonaro também fez o teste para o coronavírus. Em transmissão ao lado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, Bolsonaro afirmou que ainda não recebeu o resultado do teste.

Outros deputados aliados ao presidente também haviam se manifestado favoráveis ao cancelamento do ato. "Temos de acompanhar a questão da saúde em primeiro lugar. Precisamos ter responsabilidade", disse Bia Kicis (PSL-DF).

"Seria prudente postergar. (O coronavírus) Está tomando uma proporção que não imaginávamos e, apesar de querermos ir pra rua a saúde e a integridade física das pessoas está em primeiro lugar", afirmou o vice-líder do governo na Câmara, deputado Carlos Jordy (PSL-RJ).

*Com informações do Estadão Conteúdo