Eduardo Bolsonaro está de quarentena dentro do Alvorada


Rudá Moreira Da CNN, em Brasília
12 de março de 2020 às 15:48 | Atualizado 12 de março de 2020 às 16:11
O deputado federal Eduardo Bolsonaro durante evento nos EUA

O deputado federal Eduardo Bolsonaro durante evento nos EUA

Foto: Alan Santos - 18.mar.2019/PR

Em quarentena por ter viajado a Miami (EUA) no mesmo avião que o secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarten — diagnosticado com coronavírus —, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) passa a cumprir o período de isolamento junto com o pai, o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio da Alvorada. Bolsonaro também está sob monitoramento médico.

Eduardo chegou por volta das 13h30 no Palácio da Alvorada, enquanto uma equipe de agentes de saúde examinava o presidente da República.

Às 15h43 (horário de Brasília), Eduardo disse pelo Twitter que o pai fez teste para coronavírus e aguarda o resultado, mas "não tem sintomas da doença".

O deputado fez parte da comitiva que acompanhou o pai presidente nos Estados Unidos, incluindo um jantar com o presidente Donald Trump. Na ocasião, Trump esteve bem próximo do secretário Wajngarten.

Após sair a confirmação do teste de coronavírus em Wajngarten, o governo adotou medidas de quarentena com os ministros e auxiliares que estavam na viagem.

Diplomata entra em quarentena

O embaixador Nestor Forster Jr., encarregado de negócios da embaixada do Brasil em Washington, decidiu entrar em quarentena preventiva por duas semanas após ter tido contato com o secretário de Comunicação do governo federal, Fábio Wajngarten, diagnosticado com o novo coronavírus.

O embaixador não tem nenhum sintoma, mas está tomando as medidas de precaução enquanto aguarda a realização de exames. A decisão pela quarentena veio depois de uma consulta do embaixador com seu médico. 

No mês passado, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a indicação de Nestor Forster para assumir a titularidade do cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos. A indicação aguarda votação no Plenário do Senado. Enquanto isso, ele permanece como “encarregado de negócios”.

Colaborou André Spigariol, da CNN Brasil em Brasília