Câmara vai deixar de punir deputados que faltarem por causa do coronavírus


Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
14 de março de 2020 às 23:31

Plenário da Câmara dos Deputados

Plenário da Câmara dos Deputados

Foto: Adriano Machado - 7.ago.2019/Reuters

Em tempos de coronavírus, a ordem é não marcar falta de deputados federais e funcionários idosos, grávidas e transplantados pelos próximos 15 dias. Sem o registro de falta, não há o que se falar em punição.

A primeira secretária da Mesa Diretora, Soraya Santos, que assina o memorando com a resolução, ao qual a CNN Brasil teve acesso, afirma que, "considerando que o coletor biométrico pode ser potencial transmissor do vírus", o ponto eletrônico está suspenso.

O texto explica que a medida vale para parlamentares e funcionários que tenham mais de 60 anos, ou também para grávidas, pessoas que tenham realizado cirurgia recente, passado por transplante de órgãos, além daquelas que estejam realizando algum tratamento de saúde que reduza a imunidade.

Ao setor de transportes da Câmara, responsável por conduzir funcionários entre as dependências do prédio, há a orientação de manter vidros abertos e ter álcool em gel a mão nas vans por onde centenas de servidores passam todos os dias.

Além dos que podem faltar, servidores do setor administrativo poderão trabalhar de casa, somente servidores considerados "essenciais" devem continuar indo nas reuniões de comissões da Câmara.

"Haverá inevitavelmente um crescimento exponencial de casos do vírus no país nas próximas semanas", afirma a deputada Soraya Santos. "Todas as medidas administrativas propostas afiguram-se fundamentais para o controle de contaminação do Covid-19, além de proporcionar apaziguamento aos nossos membros, servidores e colaboradores", justifica.

Há também aquelas medidas já conhecidas como não realizar eventos na Câmara, temporariamente. Assim como, restringir a entrada na casa. Por exemplo, não pode levar convidados ao Parlamento a não ser com autorização prévia da Mesa Diretora.