'É proibição': Bruno Covas diz que PM vai ajudar a barrar ambulantes e comércio


Da CNN Brasil, em São Paulo
20 de março de 2020 às 09:09 | Atualizado 20 de março de 2020 às 11:30
 
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (20), em entrevista exclusiva à CNN, que vendedores ambulantes que desrespeitarem a decisão de parar as vendas em meio ao avanço de casos de coronavírus poderão ser retirados pela Polícia Militar (PM).
 
"Cassamos os Termos de Permissão de Uso (TPUs), que permitem que eles vendam nas ruas das áreas de grade aglomeração - como 25 de Março e Brás. Tanto os fiscais da prefeitura, em parceira com a GCM, como a Polícia Militar têm ajudado e estão hoje nas ruas para fazer com que saiam, caso encontrem ambulantes vendendo nesses espaços", afirmou.

Em relação aos lojistas, Covas esclareceu que todo o comércio deve ficar de portas fechadas e poderá trabalhar apenas de forma administrativa. "É proibição. Não pode fazer atendimento presencial, nem mesmo para pegar uma mercadoria, não pode ter porta aberta de comércio na cidade. Os funcionários podem ir e trabalhar internamente ou por telefone, que foi o caminho que encontramos para tentar reduzir as perdas de receita desse período", explicou. "Ou seja, é possível que continuem trabalhando, mas sem o atendimento presencial".

O prefeito ainda disse que a determinação tem o objetivo de restringir em 60% a circulação de pessoas na cidade. "É orientação da vigilância sanitária, baseada em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Estatisticamente é o número que deve ser atingido para que a gente reduza o número de casos na cidade e que a curva não exploda", declarou. 

Perguntado sobre o que deve mudar para o transporte público, Covas disse que as medidas nesse caso serão diárias. "Cada decisão vale até a data do dia. Até hoje, não teve nenhuma decisão de reduzir, ampliar ou mudar a oferta, mas todo dia a gente passa por uma nova avaliação", explicou.

O prefeito ainda informou que as Unidades Básicas de Saúde (UBS) tiveram o horário de atendimento ampliado - com algumas abertas à população aos finais de semana, mas reforçou que a principal recomendação é ficar em casa. "Não é um ato de higiene, é de humanidade, de pensar no próximo", disse ele. "Quando mais pessoas ficarem em casa, menos vamos atingir as pessoas mais vulneráveis".

Conforme a última atualização do Ministério da Saúde e do governo do estado, já são 286 casos de coronavírus e sete mortes confirmados em todo o estado de São Paulo.

"Não estou imunodepressivo"

Covas ainda fez questão de explicar que não está com problema de imunidade e, por isso, não é considerado parte do grupo de risco. 

"Na quarta-feira passei pela segunda sessão de imunoterapia; não estou mais fazendo quimioterapia. Portanto, não estou mais imunodepressivo. As pessoas estão preocupadas comigo, mas eu queria esclarecer que não estou nesse grupo de alta vulnerabilidade", informou.