Bolsonaro aguarda análise da equipe econômica para sancionar 'coronavoucher'

Projeto aprovado pelo Senado garante R$ 600 de auxílio e pessoas de baixa renda e trabalhadores autônomos

Teo Cury Da CNN, em Brasília
31 de março de 2020 às 19:38

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse na tarde desta terça-feira (31) que ainda depende que a equipe econômica analise alguns vetos para que ele possa sancionar o projeto de lei que cria o auxílio de R$ 600 a microempreendedores individuais, trabalhadores informais e contratados em regime intermitente.

“Não [sancionei ainda], estamos correndo atrás porque tem vetos que precisam ser justificados. Não é só botar um xis”, disse Bolsonaro, ao chegar ao Palácio da Alvorada. Depois que o texto passar pela equipe econômica, ele ainda deve ser analisado pela subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência da República antes de ser assinado por Bolsonaro.

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Enquanto o presidente conversava com simpatizantes em frente ao Alvorada, um apoiador lhe disse que os trabalhadores autônomos estão sofrendo por estarem dentro de casa “sem ter o ganha pão para a família”. “Eu vou sancionar o mais rápido possível”, disse Bolsonaro ao apoiador. 

Aprovado na segunda-feira (30) pelo Senado, o projeto garante que o benefício será pago ao longo de três meses e deve custar R$ 59,8 bilhões, de acordo com o Instituto Fiscal Independente. Ainda de acordo com o órgão, 30,5 milhões de pessoas serão beneficiadas.

Prejuízo econômico

Antes de falar com jornalistas, Bolsonaro conversou com apoiadores ao chegar ao Palácio da Alvorada. Um deles disse ao presidente que ele é “nosso Davi perante Golias”, em referência aos personagens bíblicos. 

Bolsonaro disse que o “Golias é o vírus”. Em seguida, disse que a economia brasileira vai ser impactada pelos efeitos na doença.  “A gente vai perder um ano da economia com esse vírus”, disse aos apoiadores.