STF pode gastar R$ 1,8 milhão em cortinas motorizadas


Daniel Adjuto e Gabriela Coelho Da CNN, em São Paulo e Brasília
08 de abril de 2020 às 18:58 | Atualizado 08 de abril de 2020 às 19:27
Fachada do Supremo Tribunal Federal

Fachada do Supremo Tribunal Federal (06.jul.2011)

Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF


Está em andamento uma compra pelo Supremo Tribunal Federal de cortinas motorizadas do tipo rolô para o edifício sede da Corte. O valor máximo previsto que a instituição prevê gastar é de R$ 1.793.432,00. Além do acessório, o valor contempla a instalação dos equipamentos.

A exigência do Supremo na licitação milionária é por dois tipos de cortinas: de tela solar e de blecaute, todos motorizados. A cortina em rolo de tela solar é mais cara: R$ 678,00 o metro quadrado. A de blecaute, R$ 620,00. 

Para as cortinas, controles remotos a um custo máximo de R$ 33.466,00. São 45 para 4/5 canais, ao valor máximo de R$ 499,00 cada, e mais 7 controles de 16/20 canais. Este, a um preço máximo de R$ 1.573,00 cada. 

O Supremo já possui 398 cortinas motorizadas. Elas estão distribuídas no plenário do STF e nos 2º e 3º andares, onde fica o gabinete da presidência. 

As empresas interessadas têm até o dia 23 deste mês para apresentarem suas propostas. Segundo o edital de licitação, os recursos estão previstos no Orçamento Geral da União de 2020 ao STF.

Em resposta à CNN, a assessoria de imprensa do STF afirmou que “trata-se de uma aquisição de material destinado à conclusão da obra de restauração das esquadrias e dos vidros do edifício-sede, cujo planejamento e início de execução foram amplamente divulgados em 2019.”

Obra 

A sede do Supremo passa por uma obra de restauração das esquadrias. O vitral comum está sendo substituído por um temperado, que não produz estilhaços em caso de quebra. 

Segundo a diretoria geral da Corte, o objetivo é, além de preservar o patrimônio histórico, melhorar a segurança para os frequentadores do prédio. O valor aproximado da reforma é de R$ 4 milhões. A previsão inicial era que a obra fosse concluída até o fim de abril. Com a pandemia, não se sabe quando ela vai terminar.