Presidente da frente parlamentar de segurança: estudamos romper com o governo

Segundo o Capitão Augusto (PL-SP), há um movimento dentro do grupo para romper oficialmente com Bolsonaro

Da CNN, em São Paulo
25 de abril de 2020 às 00:27

Um dos principais grupos de apoio de Bolsonaro desde que chegou à presidência foi, junto com evangélicos e a bancada do agronegócio, a frente parlamentar de segurança. Apesar do alinhamento histórico, o grupo não aprovou as atitudes do presidente que levaram à saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça.

Segundo o presidente da bancada, Capitão Augusto (PL-SP), há um movimento dentro do grupo para romper oficialmente com Bolsonaro.

“Nós jamais achamos que Bolsonaro chegaria a este ponto. Moro é um ícone e referência para nós e vinha realizando excepcional trabalho. Há um sentimento de revolta dentro da frente parlamentar. Não concordamos em absoluto com esta postura”, diz.

O Capitão afirma que o grupo ainda não tomou posição oficial. “Estamos consultando os membros para saber que medida que vamos tomar. Há integrantes da frente pedindo um posicionamento declarando independência do governo.”

Segundo o Capitão, o momento é inoportuno para tal ação, e que apenas piora uma situação que já é ruim. “Não se pode, em momento de pandemia, demitir o diretor-geral da PF sem justificativa, sabendo que isso poderia causar a saída de Moro. É mais uma crise dentro de uma crise enorme que estamos passando. Não concordamos com este tipo de postura e qualquer ingerência na PF”, completou.