Deputado do PSOL tenta barrar nomeação de Jorge Oliveira na Justiça

Gabriela Coelho Da CNN, em Brasília
27 de abril de 2020 às 12:06
Jorge Oliveira, atual chefe da Secretaria-Geral da Presidência, foi indicado por Bolsonaro para o Ministério da Justiça
Foto: Reprodução / CNN


O deputado distrital Fábio Felix (PSOL) apresentou ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Brasília), nesta segunda-feira (27) uma Ação Popular para impedir a nomeação  de Jorge Oliveira como ministro da Justiça.

O presidente Jair Bolsonaro confirmou neste domingo (26) a escolha do major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal e atual chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Na ação, baseada em relatos do ex-ministro Sergio Moro, a mudança de comando no Ministério da Justiça e na Polícia Federal tem a finalidade de barrar o andamento das investigações que atribuem ao vereador Carlos Bolsonaro o papel de articulador em esquema de disseminação de fake news. 

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Na ação, o deputado afirma que seu objetivo é "resguardar a integridade das investigações que vinculam o filho do presidente da República a esquema de milícia digital" .

O parlamentar ainda argumenta que a indicação teria o objetivo de "garantir maior controle da atividade policial por parte do presidente da República para agradar aliados sob a mira da PF" 

Para o parlamentar, os fatos que se seguiram à demissão de Valeixo e Moro confirma a acusação do ex-ministro da Justiça sobre a intenção de Bolsonaro controlar o Ministério da Justiça e a PF para fins pessoais. 

"Compadre"

Em uma rede social, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também criticou, neste domingo (26), a indicação de Jorge Oliveira para a pasta.

"O mais cotado para assumir o Ministério da Justiça, foi padrinho de casamento do Eduardo Bolsonaro. Querem um compadre no MJ e um amigo do Carluxo [Carlos Bolsonaro] no comando da PF. Não deixaremos que a polícia seja transformada na guarda pretoriana do clã", disse.