Teich exonera braço-direito de Mandetta

Gabbardo era secretário-executivo da gestão de Luiz Henrique Mandetta e virou uma das caras da pandemia no país ao dar diariamente entrevistas coletivas

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
29 de abril de 2020 às 07:26 | Atualizado 29 de abril de 2020 às 07:28
O ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, durante a coletiva de imprensa sobre à infecção pelo novo coronavírus (COVID-19), 13.abr.2020.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

No momento em que o país ultrapassa a marca de 5.000 mortos pelo novo coronavírus e está no topo do ranking de mortos pela COVID-19 no mundo, o ministro da Saúde, Nelson Teich, exonerou um dos mais antigos servidores da pasta, o médico João Gabbardo dos Reis.

Ele era secretário-executivo da gestão de Luiz Henrique Mandetta e virou uma das caras da pandemia no país ao dar diariamente entrevistas coletivas no Ministério da Saúde, depois transferidas para o Palácio do Planalto. Para o seu lugar, foi nomeado o general Eduardo Pazzuello, nome escolhido pela área militar.

Havia uma expectativa de que Gabbardo pudesse ser realocado em outra área, tendo em vista que ele trabalha com saúde pública há mais de 40 anos. 

Tanto que Teich deverá permanecer com alguns dos integrantes da equipe de Mandetta, mas em outras funções. É certo, por exemplo, que Denizar Vianna, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, permanecerá. Antigo conhecido de Teich, ele deve assumir um cargo de assessor especial no gabinete do novo ministro.

Outro que deve ficar, mas também em outras funções internas, é Wanderson Kleber, secretário de Vigilância em Saúde. Já Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, tem grandes chances de permanecer no cargo. Ela chegou a estar no Palácio do Planalto com o presidente Jair Bolsonaro na véspera da queda de Mandetta.

Mas falaram mais alto as ligações políticas de Gabbardo com o ex-ministro Mandetta e com dois gaúchos como ele, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Osmar Terra.