Celso de Mello irá assistir a vídeo da reunião na próxima segunda-feira

Ministro decidiu examinar pessoalmente os registros audiovisuais da reunião ministerial que é objeto de polêmica entre Moro e Bolsonaro

Gabriela Coelho Da CNN, em Brasília
15 de maio de 2020 às 17:12 | Atualizado 15 de maio de 2020 às 17:18
Reunião ministerial do último dia 22 de abril é objeto de disputa entre Moro e Bolsonaro
Foto: Marcos Corrêa/PR


O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), irá examinar pessoalmente na próxima segunda-feira (18) os registros audiovisuais da reunião ocorrida no Palácio do Planalto em 22 de abril. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da corte nesta sexta-feira (15). 

Segundo a corte, o ministro Celso de Mello já tem uma visão geral do teor da reunião, a partir do relato feito pelo juiz federal auxiliar Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho. Após assistir, o relator “então terá condições de elaborar sua decisão sobre o levantamento, total ou parcial, do sigilo por ele temporariamente imposto”. O vídeo é citado pelo ex-ministro Sergio Moro como prova de interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

“Sem o conhecimento do conteúdo do vídeo, o ministro não terá condições de avaliar os argumentos apresentados pelo advogado-geral da União, pelo procurador-geral da República e pelos advogados do ex-ministro Sergio Moro”, diz a nota. 

Leia também:

Em depoimento à PF, Zambelli afirma que não intermediou vaga para Moro no STF

Moro reitera que quer divulgação da íntegra de vídeo da reunião ministerial

Bolsonaro: quem espera 'xeque-mate' com vídeo de reunião 'vai cair do cavalo'

Ontem, a Advocacia-Geral da União (AGU) enviou parecer ao Supremo onde defende que fossem divulgados apenas os trechos onde existam falas do presidente, poupando as intervenções dos outros, ministros de Estado que participaram da reunião.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que a divulgação do vídeo da reunião interministerial de 22 de abril, centro da disputa entre Moro e Bolsonaro sobre a suposta interferência na PF, seria dar "palanque eleitoral precoce das eleições de 2022".