Estão fazendo um 'carnaval', diz advogado de Bolsonaro sobre vídeo de reunião


Da CNN, em São Paulo
22 de maio de 2020 às 19:14 | Atualizado 22 de maio de 2020 às 19:18

O advogado pessoal do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Frederick Wassef, afirmou nesta sexta-feira (22), que não há provas de que o presidente tentou interferir politicamente na Polícia Federal. 

"Se faz um carnaval em cima de uma fita, em cima de um vídeo de uma reunião. Alguém praticaria um ato irregular na presença de 30 testemunhas, 30 ministros de Estados? Não, jamais", disse, horas antes da divulgação da íntegra do material.

Wassef também falou que em plena pandemia "mais de mil pessoas morreram e [querem] atribuir a responsabilidade ao presidente Bolsonaro".

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"O presidente Bolsonaro está sendo vítima de uma situação que não existe. O depoimento do ex-ministro Sergio Moro é a prova material final que jamais o presidente Bolsonaro interferiu na Polícia Federal ou no Ministério da Justiça", disse.

"Na verdade o presidente foi quem foi vítima de uma ingerência política por um ex-ministro de Estado que avançou na competência do poder executivo. Bolsonaro é vítima e seu filho e senador Flávio Bolsonaro é vítima", continuou.

Wassef chegou no Palácio do Planalto pouco antes da divulgação do vídeo da reunião de 22 de abril entre o presidente e seus ministros.

A reunião é alvo de investigação sobre possível interferência de Bolsonaro na PF, acusação feita pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro.