Juridicamente pífio e explorado politicamente, diz Arthur Lira sobre vídeo


Da CNN, em São Paulo
22 de maio de 2020 às 23:15

Um dos articuladores da tentativa do Governo Federal em criar uma base aliada com o centrão no Congresso, o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) minimizou o conteúdo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril que Sergio Moro citou como prova de possível interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. 

“É preciso separar o vídeo de hoje entre seus aspectos políticos e jurídicos: juridicamente foi pífio, não há nenhum crime ali. Politicamente a gravação tentou desgastar o governo”, diz Lira, que avalia que caso as gravações fossem divulgadas na íntegra, causaria “consequências desastrosas diplomáticas.”

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Ele disse que o vídeo não trouxe a “bala de prata” que era esperada por oposicionistas, e criticou o uso que Moro deu para o vídeo, acusando o ex-ministro de “má fé jurídica” cujo objetivo era “causar tumulto”.

Na visão de Lira, o vídeo pode até mesmo ser favorável a Bolsonaro no futuro. “Se esse vídeo for colocado em horário eleitoral, Bolsonaro ganha votos. Ele disse lá o que falou campanha.”