Moro, Mandetta e Gabbardo deixam conselho do Pátria Voluntária

Ex-membros do governo foram dispensados de cargos não comissionados

Bianca Camargo, da CNN, em São Paulo
26 de maio de 2020 às 02:58 | Atualizado 26 de maio de 2020 às 08:50
Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
Foto: Adriano Machado/Reuters (12.abr.2020)

O ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta e Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, foram dispensados da função de membros titulares do Conselho do Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado — também conhecido como "Pátria Voluntária".

A dispensa foi assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (26).

Além deles, também foram dispensados da função de suplentes do conselho o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde João Gabbardo, a ex-secretária Nacional da Justiça, Maria Hilda Marsiaj, a ex-secretária executiva do Ministério da Cidadania, Ana Maria Pellini, e o o ex-assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casa Civil, José Vicente Santin.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro preside o conselho, que nasceu vinculado ao Ministério da Cidadania, mas foi remanejado para o escopo da Casa Civil da Presidência da República no fim do ano passado. O órgão visa estimular o trabalho voluntário no país, por meio de atividades como o incentivo de parcerias entre entidades públicas e o setor privado para promover ações sociais. 

A participação no conselho é considerada prestação de serviço público relevante, não remunerada. 

Em 13 de maio, a mulher de Sergio Moro, Rosângela Moro, já havia sido dispensada como representante da sociedade civil na entidade.