XP/Ipespe: 47% dizem que vídeo de reunião piorou percepção que tinham do governo

Já 28% responderam que a opinião não foi alterada, 20% afirmaram que mudou para melhor e 5% não responderam

Reuters
29 de maio de 2020 às 11:55 | Atualizado 29 de maio de 2020 às 11:57

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta sexta-feira (29) aponta que 47% das pessoas consideram que o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril alterou para pior a percepção que tinham sobre o governo — 28% responderam que a opinião não foi alterada, 20% afirmaram que mudou para melhor e 5% não responderam.

Ainda sobre a gravação — divulgada na semana passada por determinação do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do inquérito que apura acusações do ex-ministro Sergio Moro de que Bolsonaro buscou interferir politicamente na Polícia Federal —, a pesquisa mostrou que 59% dos entrevistados tiveram percepção negativa, 30% tiveram percepção positiva, 5% nem positiva nem negativa e 7% não responderam.

A pesquisa mostrou ainda que, na troca de acusações entre Bolsonaro e Moro, 46% acreditam que o ex-ministro fala mais a verdade, 21% entendem que o presidente fala mais a verdade, 9% acham que nenhum dos dois fala a verdade, 3% acreditam que ambos falam a verdade e 21% não sabem.

Assista e leia também:

Pesquisa XP Ipespe confirma tendência de alta na reprovação a Bolsonaro

Avaliação negativa do governo sobe durante pandemia, diz pesquisa CNT/MDA

O levantamento aponta que a avaliação negativa do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) oscilou 1 ponto para baixo, para 49%. Já a avaliação positiva da gestão oscilou 1 ponto para cima, para 26%.

A avaliação regular do governo se manteve em 23%, patamar da pesquisa realizada em 18 de maio. A pesquisa ouviu 1.000 pessoas por telefone entre terça (26) e quarta-feira (27). A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

A sondagem mostrou ainda oscilação de 3 pontos para baixo da avaliação negativa do desempenho de Bolsonaro no combate à pandemia de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, para 55%. Ao mesmo tempo, 22% avaliam este desempenho como regular – contra 19% em 18 de maio – e 20% o veem como positivo, ante 21% na pesquisa anterior.