Aras pede a STF para anexar depoimento de Weintraub antes de se posicionar

Nesta sexta, o ministro da Educação ficou em silêncio durante o depoimento à PF

Da CNN, em São Paulo
30 de maio de 2020 às 00:15
Ministro da Educação, Abraham Weintraub, na reunião ministerial em 22 de abril, no Palácio do Planalto.
Foto: Marcos Corrêa/PR

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu, nesta sexta-feira (29) que o Supremo Tribunal Federal (STF) inclua o termo de depoimento do ministro da Educação, Abraham Weintraub, no habeas corpus do governo federal que pede a suspensão do "inquérito das fake news".
 
Aras respondeu ao pedido de manifestação feito pelo relator do caso, o ministro Edson Fachin. Ele afirmou que o processo enviado por Fachin não continha os dados do inquérito nem o termo do depoimento prestado na sexta por Weintraub à Polícia Federal. A CNN informou nesta sexta que o ministro da Educação ficou em silêncio durante o depoimento.

“Os autos vieram desacompanhados de cópia do procedimento investigatório em que determinado o depoimento do paciente, bem como do termo das declarações prestadas na data de hoje pelo ministro. Em face do exposto, o procurador-Geral da República, ao tempo em que manifesta ciência do ato processual ordinatório, informa que, instruídos os autos, apresentará manifestação no prazo legal", afirma o documento da PGR.

No dia 26, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Weintraub depusesse no inquérito por conta de declarações dadas na reunião ministerial de 22 de abril, em que o ministro da Educação sugere a "prisão" dei ntegrantes do STF. O vídeo desse compromisso foi anexado a outro inquérito, que apura suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal, e o conteúdo veio a público na semana passada.