Presidente do STF, Dias Toffoli recebe alta do hospital, mas segue afastado

Segundo nota enviada pela assessoria do STF, o ministro já está em casa, mas terá licença médica até o próximo domingo

da CNN, em São Paulo
31 de maio de 2020 às 11:39 | Atualizado 31 de maio de 2020 às 16:45
O atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu alta do hospital no último sábado (30), após permanecer sete dias internado para drenagem de um pequeno abcesso e investigação de contaminação do novo coronavírus. Segundo nota enviada pela assessoria do STF, o ministro já está em casa, mas terá licença médica até o próximo domingo. 

Internado para realizar uma pequena cirurgia, Toffoli teve sua passagem pelo hospital prolongada depois de apresentar sinais respiratórios que sugeriram infecção pela Covid-19. Ao longo da última semana, porém, o presidente do STF  foi submetido a dois exames para identificar se havia sido contaminado pelo novo coronavírus. Os dois testes deram negativos.

Durante o período do afastamento de Toffoli, o vice-presidente do STF, Luiz Fux, está ocupando a presidência do Supremo.

Investigação Fake News 

O presidente do STF estava de licença e no hospital enquanto a tensão política se acirrou no país. Na última quarta-feira (27),a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão referentes à investigação sobre notícias falsas conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que apura ameaças a ministros. 

Após a operação da PF, o presidente Jair Bolsonaro alegou que o ato era inconstitucional e fez duras críticas ao STF. "Estou chateado com o inquérito, sim. Respeitosamente a quem o está fazendo, mas é um inquérito que não tem base legal nenhuma, é inconstitucional, muita coisa errada está acontecendo", disse o presidente na noite de quinta-feira (28).

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O inquérito das fake news, que corre em sigilo, foi aberto no dia 14 de março de 2019 pelo próprio presidente do STF, com a intenção de investigar a existência de uma rede de produção e propagação de fake news. 

Bia Kicis, deputada federal do PSL-SP, Carla Zambelli, deputada federal do PSL-SP, Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan e Roberto Jefferson, ex-deputado federal e presidente nacional do PTB estão entre alguns dos alvos da operação

Toffoli tem 52 anos e é presidente do Supremo desde 2018. Ele será substituído por Fux no final deste ano.