Karina Kufa questiona ações contra a chapa Bolsonaro-Mourão

Segundo a advogada do presidente, o objeto da ação é fraco para cassar a candidatura de um presidente eleito democraticamente

Da CNN
10 de junho de 2020 às 15:53

Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (10), Karina Kufa, advogada de Jair Bolsonaro (sem partido), falou sobre as ações que acusam a chapa formada pelo presidente e pelo vice, Hamilton Mourão, de se beneficiar de ataque a uma página virtual de mulheres contra o então candidato do PSL. Na terça-feira (9) à noite, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu o julgamento de duas ações após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes e não há data para a retomada.

Na avaliação da advogada, a ação não deveria nem ter sido iniciada. “Para avaliar uma cassação por uma ação eleitoral ela precisa ter gravidade suficiente para justificar um pedido de cassação”, disse.

O caso envolve um suposto benefício à chapa vencedora das eleições de 2018, por causa de um ataque a um grupo contra Bolsonaro, criado por mulheres em uma rede social.

“A gente está tratando de uma página dentro da rede do Facebook. Existiam duas, uma 'Mulheres Contra Bolsonaro' e a outra 'Mulheres Com Bolsonaro'. As páginas tiveram aumento de integrantes de forma orgânica e em dado momento a página das mulheres contra Bolsonaro foi divulgada,  página que supostamente ficou fora do ar por 24 horas. Nesse período foi alegado a mudança do nome da página, o que não se comprovou”, falou.

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Para Kufa, não há provas de que a página foi hackeada, e sim apenas matérias jornalísticas. “O objeto em si da ação é tão fraco para se cassar uma candidatura, ainda mais de um presidente eleito democraticamente”, disse.

Questionada sobre como a defesa da chapa Bolsonaro-Mourão avaliou a decisão do ministro Alexandre de Moraes de pedir vista sobre o processo, a advogada falou que é um “procedimento comum”. “Não me trouxe nenhuma surpresa até considerando que o ministro foi recém-empossado”, afirmou.

Ela falou ainda que a defesa espera que, independentemente da composição do tribunal, o julgamento seja isento e técnico. 

(Edição de Luiz Raatz)