Imprensa não é poder moderador nem culpada por radicalização, diz Maia

Para presidente da Câmara, com todos os problemas, a imprensa continua podendo cumprir seu papel de informa

Noeli Menezes Da CNN, em Brasília
16 de junho de 2020 às 10:57
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fala à imprensa
Foto: CNN (09.jun.2020)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta terça-feira (16) que a imprensa não é “poder moderador” nem é responsável pela radicalização de grupos extremistas. 

“Como não divulgar morteiros em cima do Supremo [Tribunal Federal], manifestação com roupas sinalizando movimentos extremistas racistas? Pelo menos temos uma vantagem, com todos os problemas, a imprensa continua podendo cumprir seu papel de informar”, defendeu Maia ao ser questionado se a cobertura da mídia sobre o governo federal e manifestações antidemocráticas não estimularia a radicalização no país.

Segundo o deputado, a grande mídia não é o poder moderador, assim como as Forças Armadas também não são. Ele lembrou que repórteres são agredidos física e verbalmente e que as pessoas tendem a gostar de matérias favoráveis a elas e a protestar quando a notícia é negativa, mas que a imprensa vem cumprindo seu papel.

Maia afirmou ainda que, apesar de uma “vocalização ruim” contra a democracia, na prática, não estamos vendo nenhum movimento concreto de nenhuma instituição contra a democracia. No entanto, pontuou que esse debate atrapalha o país.

"Não é possível que 30 anos depois da Constituição de 1988 a gente volte a discutir democracia”, disse. "Se há dúvida sobre isso [democracia], não são as reformas tributária e administrativa que vão resolver o problema do Brasil."