Alvo do caso Queiroz trabalha no setor da Alerj que controla ponto

O administrador de empresas Matheus Azeredo Coutinho trabalha no Departamento de Legislação de Pessoal da Assembleia Legislativa

Fernando Molica
Por Fernando Molica, CNN  
18 de junho de 2020 às 19:27 | Atualizado 18 de junho de 2020 às 19:31
Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)
Foto: Otacílio Barbosa/Alerj


Também alvo de medidas decretadas pela Justiça no caso Fabrício Queiroz, o administrador de empresas Matheus Azeredo Coutinho trabalha no Departamento de Legislação de Pessoal da Assembleia Legislativa (Alerj).

Cabe ao departamento cuidar da administração dos recursos humanos da Alerj -- entre suas funções está a de controlar o ponto dos funcionários. 

Coutinho entrou na Alerj em 17 de abril de 2017 como estagiário -- foi indicado por por uma empresa encarregada de fazer este tipo de seleção. No ano seguinte, ele foi contratado para um cargo em comissão, o mais baixo na hierarquia da Assembleia, com salário de R$ 983,57.

Segundo deputados ouvidos pela CNN, Coutinho não demonstrava ter qualquer lligação com parlamentares. Ele deverá ser afastado de seu cargo. 

Apurações em torno do caso Fabrício Queiroz mostraram que, entre funcionários do gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro, havia os que não tinham crachá e não compareciam à sede da Alerj.

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