Senadores debatem situação de Weintraub nos EUA e seu desempenho no MEC

Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Marcio Bittar (MDB-AC) comentam também desafios do próximo ministro da Educação

Da CNN, em São Paulo
21 de junho de 2020 às 18:46 | Atualizado 21 de junho de 2020 às 19:39

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da minoria no Senado, e Marcio Bittar (MDB-AC), vice-líder do governo no Congresso, debateram neste domingo (21) na CNN a passagem de Abraham Weintraub pelo Ministério da Educação e sua ida para os Estados Unidos antes de ser exonerado no sábado (20).

"Ele se desloca ainda no exercício do cargo, usando as prerrogativas de ministro de Estado. Responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) em que é investigado, seja por ter caluniado e difamado membros da corte, seja pela atuação no caso de uma rede criminosa de ódio montada para fazer fake news. Ele nem nos EUA deveria estar, tinha que ficar no Brasil para responder no STF e não poderia ter essa cobertura do governo", aponta Rodrigues.

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Bittar enxerga diferente. "Ele não está fugindo do país, isso é uma discussão menor. Se tem uma denúncia contra ele, não vai escapar de vir ao Brasil para responder a qualquer processo. Quem deve se preocupar se ele driblou ou não é a lei norte-americana."

O senador da Rede analisou como Weintraub se saiu na pasta. "O último Enem foi um caos completo, o próprio ministro teve de ir ao Congresso dar explicações. Ele criou uma guerra com as universidades federais e teve uma atuação ideológica."

"Estamos vivendo uma tragédia na educação brasileira. Universidades como a USP, que já figuraram entre as 100 melhores do país, caíram assustadoramente [em rankings]. O desafio do próximo ministro é fazer uma reforma no ensino brasileira. Nós temos um problema gravíssimo, um flagelo na educação que o próximo ministro terá que enfrentar. Se comparar com países da América Latina,como Chile e Peru, é uma vergonha", concorda o senador do Acre.