Auxliares de Augusto Heleno não veem 'nada demais' em declaração sobre o STF


Basília Rodrigues
Igor Gadelha
25 de junho de 2020 às 14:08
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, fala à imprensa em Brasília

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil (8.nov.2018)

Auxiliares do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, reafirmaram nesta quinta-feira (25) que haveria "consequências imprevisíveis" na República, em caso de apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro. 

A manifestação, que foi dita originalmente por Heleno em um comunicado em maio, batizado de "Carta à Nação Brasileira" virou objeto de uma apuração preliminar da Procuradoria-Geral da República. 

Para interlocutores do GSI, o ministro não disse nada demais. "Não falou em STF, não falou em Art. 142 (que apoiadores do governo interpretam como intervenção militar), não falou no nome de nenhum ministro e muito menos em golpe", disse uma fonte à coluna minutos após tomar conhecimento da decisão da PGR.

"Ele disse, simplesmente, que uma crise entre os Poderes da República teria consequências imprevisíveis. Pura verdade! Imagine, por exemplo, o STF determinando a apreensão do celular do presidente e ele se negando a cumprir. As consequências seriam previsíveis? Claro que não", acrescentou.

Na ocasião, Bolsonaro chegou a afirmar que não entregaria o celular.

Enquanto o GSI reafirmou o que disse, a própria PGR atenuou. Interlocutores de Aras atuaram nos bastidores para tentar minimizar o impacto político do ato contra um ministro de Bolsonaro. 

Segundo essas fontes, a decisão do procurador-geral foi apenas um rito formal que a PGR tem que seguir, ao ser provocada pelo Supremo Tribunal Federal a se manifestar sobre notícias crimes.