Bolsonaro nega traição na indicação de Decotelli

Leandro Magalhães, da CNN, em Brasília
30 de junho de 2020 às 07:56 | Atualizado 30 de junho de 2020 às 08:03
O presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Palácio do Planalto
Foto: Isac Nóbrega/PR (17.jun.2020)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nega que houve algum movimento de traição no processo de nomeação do ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, no que diz respeito à exposição negativa do governo após serem apontadas incongruências no currículo acadêmico do ministro.

À CNN, nessa segunda-feira (29), Bolsonaro lamentou o episódio e disse que está analisando se mantém Decotelli no cargo.

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“Não houve nenhuma traição por parte de nenhum órgão, tampouco do GSI, Gabinete de Segurança Institucional. Reconheço a vida pregressa do senhor Carlos Alberto Decotelli e ele se equivocou quando expôs o currículo dele”, ressaltou.

Acusações de plágio na dissertação de mestrado, omissões e informações falsas no currículo do novo ministro criaram, nessa segunda-feira, um mal-estar no Palácio do Planalto e rumores de que houve fragilidade da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), órgão ligado ao GSI. Auxiliares defendiam que um pente-fino deveria ser feito antes de qualquer nomeação.

Nos bastidores, fala-se que manter Decotelli como ministro da Educação é inviável e que a saída dele já é vista como certa.