'Ex-futuro ministro': parlamentares comentam saída de Decotelli do MEC

Presidente da Câmara, deputados e senadores se manifestaram sobre a demissão do economista

da CNN, em São Paulo
30 de junho de 2020 às 18:22 | Atualizado 30 de junho de 2020 às 18:33

Deputados e senadores se manifestaram nas redes sociais nesta terça-feira (30) sobre a demissão de Carlos Alberto Decotelli do Ministério da Educação. Nomeado na última quinta-feira (25), o economista não chegou a ser empossado no cargo

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse em entrevista coletiva que teve uma boa impressão de Decotelli e que espera que o novo nome defenda a educação.

"Tive uma boa impressão dele. Infelizmente, acredito que ele perdeu as condições diante das informações que tem. Vamos esperar que o novo ministro venha numa linha de defesa da educação, do futuro das crianças, diferente do ex-ministro que saiu anteriormente", declarou, em referência ao outro ex-ministro, Abraham Weintraub. 

O general Augusto Heleno, ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), publicou no Twitter que a sua pasta, em conjunto com a Abin, checa antecedentes criminais, contas irregulares e históricos de processos. "No caso de ministros, cada um é responsável pelo seu currículo", disse.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) escreveu na mesma rede social que, não fosse a desorganização do governo, o currículo do candidato não seria assunto nacional. "Se não fosse a balbúrdia do desgoverno Bolsonaro na Educação, o país estaria discutindo o Fundeb, não o currículo do ex-futuro ministro", afirmou.

A correligionária Luiza Erundina (SP) disse que a saída dele representa a falta de rumo do país. "O ministro da Educação que saiu sem ter entrado. E, em plena pandemia - um dos momentos mais críticos já enfrentados pela humanidade - sem ministro da Saúde. Sem políticas sociais, sem política econômica, e sem projeto de país. Um governo sem rumo", criticou.

O senador Rogério Carvalho (PT-BA) ressaltou que este é o terceiro nome a passar pela pasta em um ano e meio de governo. "Todos saíram por inabilidade,ou incompetência,e até mesmo suspeita de plágio. A juventude do país pede socorro", escreveu.

O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), alfinetou a demora em conseguir um titular adequado para a pasta. "É inacreditável que depois de um ano e meio de polêmicas e pouca ação do ex-ministro Abrahan Weintraub, infelizmente, a Educação, uma área tão essencial para o país, ainda não tenha à frente um ministro com a capacidade técnica necessária para fazê-la avançar", comunicou em nota.

À CNN, Decotelli disse que sua permanência no cargo se tornou "inviável" após a divulgação de que ele não teria sido professor na FGV (Fundação Getúlio Vargas).

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