Orlando Silva e Coronel Armando debatem fala de Bolsonaro sobre recessão

Presidente falou sobre situação econômica no pós-pandemia; deputados federais Orlando Silva (PCdoB) e Coronel Armando (PSL-SC) participaram do debate na CNN

Da CNN, em São Paulo
12 de julho de 2020 às 19:44 | Atualizado 13 de julho de 2020 às 05:59
 

Os deputados federais Orlando Silva (PCdoB-SP) e Coronel Armando (PSL-SC) debateram neste domingo (12), na CNN, a postagem do presidente Jair Bolsonaro, que apontou riscos de uma recessão no país por conta das ações de combate à Covid-19.

Para Orlando Silva, que ocupou o cargo de ministro dos Esportes durante os governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-presidente Dilma Rousseff, o governo federal toma para si um mérito do Congresso. Segundo, o deputado federal, a postagem de Bolsonaro pode ser enquadrada com 'uma espécie de fake news'.

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"O auxílio foi uma proposta apresentada pelo Congresso e encaminhada ao Executivo, que fez de tudo para não pagar", diz Silva. "O [ministro da Economia] Paulo Guedes chegou a anunciar que ia reduzir para R$ 200 ou R$ 300 e o presidente Bolsonaro não apresentou propostas para apoiar estados e municípios. Cerca de 90% foi iniciativa do parlamento brasileiro."

Já o deputado Coronel Armando defendeu as falas do presidente Jair Bolsonaro e diz que não houve mais ajudas porque "o governo assumiu um país falido". "Estávamos trabalhando para reajustar a economia", disse ele.

De acordo com Armando, a atual crise só pode ser comparada com as duas guerras mundiais, ocorridas no século passado e defendeu a forma como o governo vem distribuindo o auxílio emergencial.

"A taxa de assertividade do auxílio emergencial é de 99,5% de quem deveria receber. O Bolsa Família, que é a grande obra do PT, chegava a 14 milhões de pessoas", disse.

Ministro da Saúde interino

A falta de um ministro titular na Saúde também foi assunto, assim como a utilização da cloroquina no combate à Covid-19. Para o deputado do PCdoB, a utilização do medicamento é "gravíssimo".

"Não há prova científica de que a cloroquina serve para combater o coronavírus", diz ele. "Bolsonaro induz as pessoas a tomar uma droga que não tem comprovação da ciência e pessoas estão perdendo a vida por conta disso."

Na visão de Armando, o fato do ministro da Saúde não ser médico e estar na interinidade não é um problema e também defendeu o uso da cloroquina. "Com o agravamento da condição de saúde das pessoas, [o governo] está adicionando cloroquina ao tratamento." 

(Edição: André Jankavski)